Anais do Seminário PIBID UESB/Campus de Itapetinga - ISSN 2526-9275, Vol. 1, No 1 (2017)

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PIBID-EDUCAÇÃO DO CAMPO: ENTRE TEXTOS E CONTEXTOS

Daelcio Mendonça, Marileuda Fernandes do Nascimento, Flávia Dos Santos Oliveira, Railton de Souza Silva

Resumo


O presente trabalho apresenta dados iniciais de um estudo desenvolvido através do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O estudo está baseado na construção de narrativas por meio de cartas, e do documentário abordando os principais desafios enfrentados pelos alunos, suas expectativas. Desse modo, o trabalho ora apresentado teve por objetivos: Analisar o documentário e as cartas narradas pelos discentes da escola Maria das Graças, com a finalidade de refletir sobre suas expectativas e dificuldades, e entender como o subprojeto PIBID- Educação do Campo Itapetinga tem contribuído para o desenvolvimento dos discentes . A abordagem de pesquisa aqui utilizada foi à qualitativa, visto que ela está especialmente interessada em como as pessoas experimentam, entendem, interpretam e participa de seus mundos sociais e culturais,  segundo Minayo, pode ser definida como: "ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado"  (1994 P. 21). Para construção dos dados utilizou-se cartas produzidas na escola e o documentário desenvolvido pelos alunos do PIBID. Outro instrumento utilizado para a coleta de dados foi a gravação em vídeo que é indicado para estudo de ações humanas complexas, onde pudemos ir mais afundo os aspectos através da expressão, da fala, dos gestos, Peixoto (1998)  afirma que “esse é um métodorico de coleta e tratamento de informações e possibilita uma troca e um retorno imediato às pessoas entrevistadas/filmadas”. A fala dos alunos revela-nos um sentimento de abandono que sentem na própria pele os efeitos desta realidade perversa, mas que não se conformam com ela, de um lado o “amor pela educação”, do outro a frustração por “se desdobrarem e não terem oportunidades” Diante disso, acreditamos que não há como educar verdadeiramente o povo do campo sem transforma as condições atuais de suas vidas, por isso defendemos políticas públicas de qualidade para que o povo do campo possa permanecer no campo. Compreendemos que as cartas escritas pelos alunos e o documentário contribuíram para a reflexão sobre a docência e os elementos que constituem o trabalho docente e, também, promoveram debates em torno da natureza da educação do campo, bem como o desenvolvimento da compreensão e produção de novos conhecimentos. Nesse sentido, os discentes puderam assumir a responsabilidade pela própria aprendizagem. É evidente que,  educação sozinha não transforma o mundo, tampouco resolverá todos os problemas sociais que vivem as famílias do campo, mas torna os indivíduos capazes de superarem suas dificuldades,  não aceitando mais sua condição social, buscando novos conhecimentos. Porém são necessárias outras políticas nas áreas do povoado das três lagoas, para que as populações que optaram em residir e trabalhar no povoado viva com mais dignidade.

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