Anais do Simpósio Cidades Médias e Pequenas da Bahia - ISSN 2358-5293, 2016: V SIMPÓSIO CIDADES MÉDIAS E PEQUENAS DA BAHIA

Tamanho da fonte:  Menor  Médio  Maior

CIDADES E ARRANJOS INTERMEDIÁRIOS DA BAHIA: CONTRIBUIÇÕES AOS CONCEITOS DE CIDADE MÉDIA E SECUNDÁRIA

Alessandro Aveni, Ernesto ereira Galindo, Samara Mineiro Oliveira

Resumo


As cidades médias são uma dimensão importante na análise da rede urbano-regional, pois ofertam serviços em nível hierárquico abaixo da cidade principal, viabilizando a ocupação e desenvolvimento regional. Ainda que os conceitos de cidade média possam se aproximar, seus critérios de cálculo para enquadramento divergem, resultando em diversas interpretações da configuração espacial dessas cidades na rede urbano-regional. Nesse sentido, considera-se útil à discussão do tema realizar uma comparação entre esses resultados que culmine numa classificação combinada, qualificando os diversos “tipos” de cidades médias. Na análise dos critérios substitui-se sempre que cabível a delimitação municipal pelo conceito de arranjos territoriais (IPEA, 2016), uma adaptação dos arranjos populacionais (IBGE, 2015). Esse procedimento permite uma identificação mais realista da “cidade”, minimizando a subestimação de espaços de convívio comuns. Ajustadas as “cidades”, utilizou-se da definição de cidades médias (Castello Branco, 2006), cidades secundárias conforme a análise de primazia (Egler, 2015) e polos de regiões intermediárias de articulação urbana (IBGE, 2013), construindo uma classificação que leva em consideração, de forma não excludente, tanto o corte populacional na aproximação com o conceito de médio, quanto o papel (porte) de segundas cidades e a relação de comando/influência regional. Além disso, a divisão urbano-regional (IBGE, 2013) relativiza de alguma forma a influência das cidades conforme a região. Optou-se pelo uso da expressão “cidades intermediárias” em lugar de “cidades médias” para a classificação, já que seriam aquelas que intermediam a relação das cidades hierarquicamente menor com a cidade primaz, substituindo-a numa menor escala regional e para determinadas funções. O uso dessa expressão deve-se também por entender que a classificação hierárquica proposta representa graus de intermediação diferentes. Como resultado, o método apontou sete categorias não apenas representando as diferentes situações em que as cidades se encontram como as similaridades e diferenças entre os métodos isolados.

Texto Completo: PDF

ISSN online: 2358-5293

ISSN cd rom: 2176-5162

 

Periódico vinculado à Rede de Pesquisas Cidades Médias e Pequenas da Bahia (Rede CMP)