COLÓQUIO BAIANO TEMPOS, ESPAÇOS E REPRESENTAÇÕES: ABORDAGENS GEOGRÁFICAS E HISTÓRICAS --- ISSN 2359-1218, Vol. 1, No 1 (2013)

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CONFLAGRAÇÃO SERTANEJA: OS CAUAÇUS ENFRENTAM A FORÇA POLICIAL E OS CORONÉIS DA BAHIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ

Domingos Ailton Ribeiro de Carvalho Carvalho

Resumo


RESUMOEm Ituaçu, antigo Brejo Grande, duas famílias disputavam o poder local: os Silvas, chamados de "rabudos", e os Gondins, denominados de "mocós" (Araújo, 1997). Por conta do assassinato de um dos membros da família Cauaçu a mando de um dos líderes dos “rabudos” na região de Jequié, cidade do interior da Bahia, inicia-se uma luta entre as famílias que mobiliza pessoas de ambos os lados, assim como as autoridades locais. Líderes dos “rabudos”, a exemplo do coronel Marcionílio de Souza (Novaes, 2009), passam a perseguir e matar membros da família Cauaçu e de seus aliados, dezenas de bandoleiros comandados por Anésia e seu irmão José Cauaçu. Pressionado pelos coronéis, o então governador da Bahia, Antônio Muniz, denomina o movimento armado dos Cauaçus de "conflagração sertaneja” e envia para Jequié mais de 240 soldados em três expedições da polícia militar da Bahia. A força policial pratica uma série de atos violentos contra a população da região de Jequié. A violência foi denunciada por veículos da imprensa baiana (A Tarde, 1916). A comunicação propõe discutir as disputas pelo poder político em meio às lutas de família com ênfase no conflito entre os Silvas e os Cauaçus ocorrido no sertão baiano entre os anos de 1911 e 1916.PALAVRAS-CHAVE: Cauaçus, Coronéis, Poder

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