Práxis Educacional, Vol. 13, No 26 (2017)

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Movimentos sociais e educação do campo na América Latina: aprendizagens de um percurso histórico

Lia Pinheiro Barbosa, Peter Michael Rosset

Resumo


O Brasil tem sido emblemático no debate político da Educação do Campo, uma luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e das organizações da Via Campesina Brasil, e que articula a reivindicação da democratização do acesso à educação para os povos do campo no marco das políticas públicas. Para o caso brasileiro, foram fundamentais as conquistas no campo jurídico e das políticas públicas, como as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo, o PRONERA e a Política Nacional de Educação do Campo, sobretudo por romper com o histórico latifúndio do saber e do conhecimento, consolidado no Brasil. Neste artigo destacamos que o projeto educativo-político da Educação do Campo ultrapassou as fronteiras locais e nacionais, estabelecendo pontes de diálogo e aprendizagens com outras organizações e movimentos sociais do campo na América Latina, em particular com a Via Campesina / Coordenadora Latino-Americana de Organizações do Campo (LVC/CLOC). O presente artigo pretende delinear algumas destas aprendizagens da Educação do Campo em perspectiva latino-americana, no intuito de destacar seu papel na consolidação de um Paradigma Epistêmico do Campo e de uma Pedagogia Camponesa Agroecológica.

Palavras-chaves: Educação do campo. Paradigma epistêmico do campo. Pedagogia camponesa agroecológica.


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