Práxis Educacional, Vol. 13, No 26 (2017)

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Um olhar sobre a formação de educadores: o fazer-pensar da utopia

Adelar João Pizetta

Resumo


O presente trabalho é resultado de um processo de pesquisa em nível de doutorado em educação, realizado na Universidade Federal do Espírito Santo e aborda a temática da formação de educadores nas inter-relações entre Movimentos Sociais do Campo, em particular o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Universidades Brasileiras. Articula três ideias-força no processo de formação: o vínculo político-organizativo com o Movimento; a formação como um processo ético, estético e místico e, a formação como processo dialógico, crítico e articulado. A expressão educadores não se limita à função dos professores que atuam em sala de aula, mas, à ampla gama de militantes que desenvolvem atividades pedagógicas-educativas; que assumem funções organizativas de direção; de formação político-ideológica no âmbito da luta e da organização dos trabalhadores. A reflexão teórica aqui proposta se baseia por um lado, na própria experiência/vivência pessoal e por outro, em autores como Paulo Freire, Célia Linhares e Florestan Fernandes que movem nosso pensar-agir. Ao término, a partir da ação reflexiva, teórica e prática acerca da realização de processos formativos e de lutas postula que é necessário alimentar a esperança apesar do tempo de desesperança; fortalecer processos coletivos num tempo de extremo individualismo; construir novos conhecimentos teóricos num tempo em que a teoria cede lugar ao pragmatismo; estabelecer novas relações éticas, estéticas num tempo de naturalização da barbárie para enfrentar a apatia e os sectarismos conjugando ação e reflexão buscando superar a mesmice e o mimetismo com a capacidade inovadora/criativa.

Palavras-chave: Formação de educadores. Organização. Utopia.


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