Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, No 6 (2017)

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HOMOFOBIA E EDUCAÇÃO: ALGUMAS REFLEXÕES

Celio Silva Meira, Celeste Dias Amorim

Resumo


Em nossas escolas, em sua grande maioria, ainda é um tabu a questão da homossexualidade, o que dificulta a denuncia a homofobia e o debate, que por vez causa as mais variadas reações desde surpresa, desconfiança, vergonha, horror, risos ou desdém. Assim, este artigo objetiva refletir sobre a questão da homossexualidade a partir da visão de alunos na sua recepção do tratamento da temática por educadores e pela escola. A pesquisa utilizando a técnica de entrevista foi realizada em três escolas da rede municipal de Poções que atua no Ensino Fundamental II e Médio. Os dados coletados foram trabalhados segundo a abordagem qualitativa. Autores, como Bourdieu, auxiliaram em desmitificação da escola, percebe-se que ela  além da construção e transmissão de conhecimento é responsável também pela reprodução de padrões sociais, o que perpetua os valores e a “fabricação sujeitos”, sujeitos disciplinados. Assim, percebe-se que mesmo com avanços ela tema função de construída socialmente de “formar” pessoas, indicando que está a quem de seu verdadeiro papel que é “formar” cidadãos plenos de direitos e livres enquanto pessoas. Salienta-se aqui, que apesar de todos os problemas que a escola tem com o silenciamento no tocante às questões da sexualidade, e outras questões, ainda é nela que mora a esperança de uma sociedade mais justa e igualitária. Mesmo com todas as dificuldades aqui retratadas, a escola permanece como um espaço em que novos padrões podem ser construídos, ou seja, o estabelecimento no/pelo seu interior de novas formas de convivência, de aprendizagem, podem revelar novas formas de produção de conhecimento e transmissão de valores.

Palavras-chave: Heteronormatividade. Homossexualidade. Homossexual. Sexualidade.


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