Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, No 6 (2017)

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O ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA MUNICIPAL MUNDO AZUL: UMA LIBERDADE CAMUFLADA NO SERTÃO BAIANO

Cíntia Lopes Vieira de Jesus, Márcia Lacerda Santos Santana, Cândida Maria Santos Daltro Alves

Resumo


A escola é o local onde há a junção de vários grupos. Negros, brancos e índios, homens e mulheres, protestantes, católicos, candomblecistas e ateus, pobres e ricos, crianças, jovens, adultos e idosos. É pensando nisso, que o olhar para a escola precisa ser bastante crítico e cauteloso. A fim de que o mesmo não ignore os sujeitos que lá estão imersos. Nessa perspectiva, essa pesquisa surge com o intuito de analisar a arquitetura de um prédio escolar, de uma instituição situada no sertão baiano, há pouco mais de 700 km da capital, que atende a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I e II, bem como a Educação de Jovens e Adultos e está situada no campo. As crianças têm a partir de 3 anos de idade e os estudantes ultrapassam os 60 anos. No decorrer da pesquisa, optou-se por dar ênfase às questões que influenciam o desenvolvimento das crianças da Educação Infantil, tendo como suporte teórico Gonçalves (1999), Schmidt e Magro (2012), Possato e Zan (2014), Kowaltowski (2011), além de documentos legais, como os Parâmetros Básicos de Infra-estrutura para Instituições de Educação Infantil (2006) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN – 9394/96. Diante das informações discutidas no decorrer desse escrito é possível afirmar que a Escola Municipal Mundo Azul, assim como grande parte das instituições situadas no campo, não atende às orientações previstas nos PBIIEI, nem à LDBEN, isso porque não foi construída com o intuito de receber apenas crianças pequenas da Educação Infantil.

Palavras-chave: Arquitetura escolar. Educação Infantil do Campo. Crianças pequenas.

 


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